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Março Lilás: UNIPAC conscientiza sobre prevenção do câncer de colo do útero

Câncer

Também conhecido como câncer cervical, a doença pode ter cura em até 95% dos casos 

A UNIPAC apoia a campanha Março Lilás, que surgiu com o propósito de conscientizar as mulheres quanto à importância da prevenção do câncer de colo do útero. Abaixo o texto elaborado pela professora do curso de Enfermagem, Evaniele Fátima de Souza Santos, sobre o tema. 

Considerado como o terceiro tumor maligno mais comum entre as mulheres, o câncer de colo do útero tem cura se diagnosticado rapidamente. Segundo o Instituto nacional do Câncer (INCA), os subtipos do vírus HPV-16 e o HPV-18, são responsáveis por cerca de 70% dos cânceres cervicais. Alguns fatores podem aumentar os riscos para o surgimento desse câncer, como o início prematuro da vida sexual com muitos parceiros, tabagismo e o uso prolongado de pílulas anticoncepcionais, elevando essa incidência. 

Durante a fase inicial da doença, ela pode caminhar lentamente sem sintomas, porém, com o seu desenvolvimento, podem aparecer quadros de sangramento vaginal, dor abdominal associado a outras queixas, evidenciando assim os casos mais avançados. Além do colo uterino, o câncer pode acometer também outras regiões como, por exemplo, útero, vulva, vagina, ânus, pênis e orofaringe. 

Entre as formas de controle do câncer do colo do útero podemos apontar ações de prevenção através da vacinação contra o HPV, que é oferecida nos Postos de Saúde, seguindo o calendário vacinal e faixa etária, o preventivo (Papanicolau), triagem e tratamento de lesões pré-cancerosas. 

O exame preventivo (Papanicolau), apontado como uma das formas de controle segue normas do Ministério da Saúde. Realizado por profissional capacitado e oferecido nos Postos de Saúde, abrange mulheres de 25 a 64 anos de idade, de acordo com o programa e faixa etária, por apresentar a maior incidência de lesões de alto grau. Os exames acompanham suas particularidades de intervalos de coletas, de acordo com o tratamento e acompanhamento estabelecidos pela idade ou extensão da doença. Não deixando de ressaltar que, após a coleta, o retorno da mulher para buscar o resultado e seguir as instruções é imprescindível para realização do acompanhamento adequado. 

O tratamento envolve vários procedimentos, de acordo com a necessidade e estágio da doença e, em alguns casos, pode até ser ambulatoriamente. 

Março traz em seu contexto o engrandecimento internacional da mulher e, diante de tanto empoderamento, precisamos ressaltar o autoconhecimento e a busca da conscientização da saúde através da prevenção do Câncer do Colo do Útero e principalmente a valorização da “Vida”.

Referências: Instituto Nacional do Câncer – INCA. (https://www.inca.gov.br/assuntos/cancer-do-colo-do-utero. Acesso em: 26/02/2021)

Texto escrito pela professora do curso de Enfermagem do UNIPAC Barbacena, Evaniele Fátima de Souza Santos